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Pesquisa divulgada pela APAS analisa o comportamento do consumidor

O estudo foi apresentado na segunda, dia 07 de maio, durante a APAS Show, maior evento supermercadista do mundo, pautado em 2018 pelo tema “Nós Amamos Supermercado”.

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Mesmo diante de um cenário de incertezas, o setor de supermercados impulsiona a economia brasileira. É o que mostra a Pesquisa de Tendências e Comportamento do Consumidor realizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em conjunto com o Ibope Inteligência. O estudo foi apresentado nesta segunda, dia 07 de maio, durante a APAS Show, maior evento supermercadista do mundo, pautado em 2018 pelo tema “Nós Amamos Supermercado”.

Em 2007, os supermercados foram responsáveis por um faturamento de R$ 352,2 bilhões. Deste total, o Estado de São Paulo contribuiu com R$ 103,13 bilhões, o que representou um percentual de 29,2% do valor obtido pelo setor no Brasil. Mesmo com as taxas crescentes de desemprego, os supermercados geraram, no último ano, 8.592 postos de empregos diretos em São Paulo, com um total de mais de 25 mil lojas.

Além de dimensionar o porte do mercado, o Estudo também analisou o comportamento do consumidor e seus anseios. Os supermercados continuam sendo o principal canal para abastecimento dos lares, fato confirmado por 89% dos participantes da pesquisa.

Embora a compra do mês ainda seja relevante, em média, os brasileiros vão aos supermercados quatro vezes ao mês e pelo menos 33% deles uma vez por semana. O percentual é maior (44%) entre os integrantes das classes AB e abaixo da média (23%) para os membros das classes DE, por se tratar de processos distintos de compra.

Programa em família

O levantamento aponta que a visita ao supermercado é uma atividade compartilhada para 59% dos respondentes. Entre eles, 28% vão com os filhos e 57% são acompanhados pelo cônjuge durante as compras. Esse percentual aumenta para 61% entre os integrantes da classe C, sendo ainda maior entre os casais na faixa entre 35 e 44 anos – 66% deles vão ao supermercado ao lado dos parceiros.

Há também claras diferenças nas preferências entre homens e mulheres. O público masculino privilegia em suas escolhas fatores que dão mais agilidade ao processo de compra, como facilidade para estacionar, entrar e sair do supermercado, além de pronto atendimento em áreas como açougue. Já as mulheres são mais observadoras e levam em conta atributos como qualidade dos produtos, limpeza e ofertas atrativas.

Entre os formatos de loja, o tipo “supermercado” é o favorito de mais da metade dos consumidores (53%), em contraste com os hipermercados, preferido por 13% dos participantes da pesquisa. A fidelidade também foi analisada no Estudo e indica que 64% dos brasileiros frequentam dois ou mais estabelecimento para abastecer seus lares.

Oportunidades e desafios para o setor

O setor de hortifrúti representa uma oportunidade a ser explorada pelo varejo supermercadista. Um total de 57% dos consumidores opta pelo supermercado na hora de comprar frutas, verdura e legumes (FLV). Isso significa que outros canais, como feiras livres, por exemplo, detém 43% da preferência dos brasileiros para a compra destes alimentos.

As compras virtuais de itens de supermercado continuam sendo pouco relevantes para os consumidores e apresentaram baixo crescimento nesta análise. Em 2014, representavam 1% das compras, e nos últimos dois anos dobraram, alcançando 2% ao fim de 2017. Os homens jovens das classes AB são os que mais compram neste canal.

Os supermercados são o local favorito para a compra de pratos congelados (88%), mas o consumo desses produtos vem caindo. Quase metade dos brasileiros (46%) afirmam que reduziram o consumo deste tipo de alimento. Dentre alguns fatores que estão relacionados a essa diminuição, estão a contenção de gastos, por conta do cenário econômico instável no País, a maior preocupação com a saudabilidade e o processo de “gourmetização” do ato de cozinhar em casa – encorajado por reality shows com temática culinária.

Atributos que geram credibilidade e confiança

Qualidade e variedade de produtos e marcas, além de preços atrativos são atributos de peso para gerar confiança e credibilidade aos consumidores. Com a crise, a pesquisa de preços ganhou ainda mais importância no processo de compra. A maioria (69%) dos entrevistados declara que analisa os valores dos produtos e entre as mulheres esse hábito atinge 74% delas.

A pesquisa de preços dentro do supermercado é realizada por 58% dos consumidores, enquanto a consulta em tabloides publicados em jornais é feita por 50% dos entrevistados no estudo. Para 58% dos membros das classes AB, os folhetos em jornais são mais efetivos nesta atividade, enquanto que, para 67% dos integrantes das classes DE, a visita ao supermercado é uma prática comum na busca pelo melhor preço.

A pesquisa on-line é ainda incipiente entre os consumidores e apenas 12% deles declaram praticá-la, sendo mais comum entre jovens (20%) e da classe AB (23%), diferentemente do que ocorre na base da pirâmide (DE), onde o hábito da busca on-line pelos preços impacta apenas 4% deste grupo. Entre os com mais de 55 anos, a procura na internet pelos preços dos produtos também não é expressiva, alcançando apenas 6% desse grupo.

 

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