Empresas do setor de beleza apostam em distribuição para crescer

O crescimento projetado por alguns deles pode ultrapassar 40%.

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Para superar a crise e brigar em um mercado altamente competitivo, empresas brasileiras do setor de beleza apostam em diversificação do portfólio e aumento dos canais de venda. O crescimento projetado por alguns deles pode ultrapassar 40%.

É o caso da Classy Brands, que atua nos segmentos de beleza e higiene pessoal. Para 2018, o grupo projeta crescimento de 35% nas marcas +Q Bonita (maquiagem), Hi Clean (gel antisséptico), Petúnia (body splashes femininos), Piment (perfume masculino), My Baby (produtos infantis) e Julie & Joy (produtos infantis). “Estamos preparando lançamentos de novos produtos principalmente porque o brasileiro é ávido por novidades. Além disso, vamos entrar em novas categorias”, afirma o diretor comercial, Igor Malatesta.

Segundo ele, a empresa tem crescido acima dos 40% nos últimos dois anos. “E em 2018 não será diferente”, garante o executivo.

Malatesta afirma que as marcas do grupo visam atender a todos os públicos. “Porém, também temos linhas segmentadas, com preços acessíveis e boa qualidade.”

O grupo Rogemar também aposta em novos produtos para crescer com as marcas Dote (esmaltes, maquiagem, creme corporal e deo colônia) e Zog produtos masculinos (shampoo, desodorante, gel capilar e perfume). “Para este ano, apostamos principalmente na linha de maquiagem Dote Make Up, lançada neste mês, para crescer”, diz a gerente de marketing do grupo, Juliana Furtado.

Com foco em mulheres de mais de 18 anos das classes B e C, a meta é de expansão para 2018. “Projetamos um avanço de 15% para o ano”, estima.

O fundador e CEO da Inoar Cosméticos, Alexandre Nascimento, conta que o tempo médio de lançamentos da marca é de 20 a 40 dias. “Estamos com mais agilidade nos processos”, relata. Para este mês, a empresa lançou quatro novos produtos e, até o final do ano, novas famílias no segmento de beleza. “Vendemos inovação e qualidade com preço acessível”, assegura o executivo.

Nascimento relata que no pico da crise, o tíquete médio do segmento caiu muito no Brasil. “Mas estamos registrando um retorno do crescimento. Hoje, o brasileiro está bem informado e escolhendo melhor o que vai consumir.” Em 2017, a Inoar cresceu 38% e, para este ano, projeta expansão de 40% até 60%. “O nosso crescimento vai depender dos investimentos”, esclarece o executivo, sem abrir números.

Distribuição

Para empresas do ramo da beleza, a distribuição é um dos fatores decisivos para o sucesso dos negócios. No caso da Inoar, a ampliação dos canais de venda será uma das principais estratégias para crescer neste ano. “São Paulo representava 70% da nossa receita antes da crise, mas temos expandido para outras regiões”, assinala Nascimento.

Hoje, 60% das vendas da Inoar vem do canal de perfumarias, 20% web e, o restante, farmácias e supermercados, que deve ganhar ainda mais importância na companhia. “O consumidor dos nossos produtos em perfumarias não é o mesmo que o de farmácias. A vantagem desse canal é a capilaridade”, explica.

O grupo Rogemar espera crescer na capital paulista e nas regiões Norte e Nordeste. Já a Classy Brands pretende aumentar a capilaridade em todo o País. “Em especial, vamos elevar a distribuição de fragrâncias no Sul e Sudeste e assepsia no Norte e Nordeste”, pontua Malatesta.

Fonte DCI
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