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Comércio atacadista no Estado de São Paulo elimina 271 vagas com carteira assinada em maio

Segundo a FecomercioSP, paralisação dos caminhoneiros interrompeu série positiva de quatro meses seguidos de geração de empregos formais

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Após quatro meses de resultados positivos, o comércio atacadista no Estado de São Paulo voltou a eliminar vagas com carteira assinada em maio. Ao todo, 271 postos de trabalho foram fechados, resultado de 15.489 admissões e 15.760 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com um estoque de 501.800 vínculos empregatícios ativos.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista. A pesquisa mostra o comportamento do mercado de trabalho formal do comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividade.

Em maio, cinco das dez atividades analisadas registraram saldo negativo de empregos formais, com destaque para alimentos e bebidas (-327 vagas) e materiais de construção, madeira e ferramentas (-200 empregos). Por outro lado, os segmentos de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (326 postos de trabalho) e de papel, resíduos, sucatas e metais (115 vagas) impediram um resultado geral pior.

No acumulado de 12 meses, os destaques ficaram por conta das atividades de alimentos e bebidas (3.789 postos de trabalho) e de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (2.421 empregos) – esta apresentou a maior taxa de crescimento do estoque de empregados em relação a maio de 2017 (4,1%), seguida por atacado de energia e combustíveis (3,1%). Apenas o setor de materiais de construção, madeira e ferramentas registrou desempenho negativo nesse mesmo período, com encerramento de 194 vagas.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o desempenho negativo registrado no mês foi motivado pela paralisação dos caminhoneiros, que gerou uma crise de desabastecimento de grandes proporções. Segundo a Entidade, a paralisação, ao mesmo tempo que freou os investimentos em novos postos de trabalho, criou um ambiente de incerteza. Os maus números de maio não foram de grande amplitude, mas provavelmente devem se repetir em junho, considerando os impactos negativos da paralisação sobre o dia a dia das famílias e sobre a economia.

Atacado paulistano

No quinto mês do ano, o comércio atacadista da capital paulista também registrou mais desligamentos do que admissões. Em maio, 150 postos de trabalho foram fechados. Entre as dez atividades pesquisadas, destacaram-se os saldos negativos do atacado de materiais de construção (-136 empregos) e de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-101 vínculos). Os destaques positivos ficaram por conta dos segmentos de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (101 vagas) e de alimentos e bebidas (47 postos de trabalho).

No acumulado de 12 meses, foram geradas 2.469 vagas com carteira assinada no comércio atacadista, com destaque para os grupos de alimentos e bebidas (1.070 empregos) e produtos farmacêuticos e higiene pessoal (963 vagas). Os grupos de materiais de construção, madeira e ferramentas (-448 vínculos) e máquinas de uso comercial e industrial (-97 postos de trabalho) foram os únicos a registrar saldo negativo de vagas.

Dessa forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 207.956 trabalhadores formais, alta de 1,2% em relação a maio de 2017.

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