A Revista de Negócios dos Atacadistas Distribuidores

Confiança dos micro e pequenos empresários cresce 21,4% em um ano

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O Indicador de Confiança dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços (MPEs) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) atingiu 51,0 pontos em janeiro. Com o resultado, o início do ano começa com otimismo moderado com o ambiente de negócios e a economia. Na comparação com janeiro de 2016, quando marcou 42,0 pontos, o indicador avançou 9,0 pontos. Já na comparação com dezembro de 2016, o avanço foi de 2,1 pontos. Quanto mais próximo de 100, mais otimistas estão os empresários e quanto mais próximo de zero, menos confiantes eles estão. Em termos percentuais, a variação anual foi de 21,4%, e a mensal, de 4,3%.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a melhora da confiança é componente fundamental para a retomada do crescimento. “No entanto, a consolidação desse processo dependerá do avanço da agenda de reformas propostas pelo governo e de um ambiente político mais estável”, explica.

“A confiança ainda está longe de ser satisfatória e parece não encorajar o investimento. É ela que pode induzir o investimento por parte das empresas, gerando empregos e estimulando o consumo, hoje em baixa por causa da recessão”, avalia Pinheiro. “Há a possibilidade de que o Indicador avance ao longo de 2017, desde que observados progressos econômicos e políticos, entre os quais é preciso destacar a aprovação das reformas trabalhista e da previdência e a retomada do crescimento da economia, esperada para o segundo semestre.”

O Indicador de Confiança do SPC Brasil e da CNDL é baseado nas avaliações dos micro e pequenos empresários sobre as condições gerais da economia brasileira e também sobre o ambiente de negócios, além das expectativas para os próximos seis meses tanto para a economia quanto para suas empresas. 

42% dos que acreditam que a economia vai melhorar não sabem explicar a razão

O subindicador de Condições Gerais teve um leve avanço em janeiro ante o mês anterior, passando de 32,8 pontos para 34,2, mas permaneceu abaixo do nível neutro de 50 pontos. Na comparação anual, entre janeiro e o mesmo mês de 2016, o indicador saltou de 26,6 pontos para 34,2 pontos na escala.

Já as expectativas para o futuro apontam para uma melhora. Em janeiro, o subindicador de Expectativas alcançou 63,6 pontos, acima do resultado observado no mesmo mês do ano anterior, quando registrara 53,6 pontos, e um pouco acima de dezembro, quando marcou 60,9 pontos. 

Em termos percentuais, mais da metade (51%) dos entrevistados se diz confiante no futuro da economia. Porém, entre estes, 42% não sabem justificar a razão de seu otimismo. Outra justificativa que se destaca (26%) é a percepção de que alguns indicadores econômicos têm mostrado sinais de melhora. Já entre os empresários pessimistas com a economia (17%), 42% citam as incertezas políticas para justificar seu desânimo. Para 19%, o que pesa é a percepção de que os problemas econômicos são graves e 15% se dizem pessimistas por não acreditarem que o país passará pelas reformas de que precisa.

Já entre os que manifestam otimismo com o próprio negócio (60%), novamente uma parcela expressiva (32%) não sabe explicar o motivo de seu otimismo. Destacam-se também os 21% que dizem estar fazendo uma boa gestão do próprio negócio. “Os entrevistados têm controle de sua empresa, mas não podem controlar a economia. Assim, diante da adversidade, o empresariado tende a acreditar que pode promover ajustes internos para atenuar o impacto da crise”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. Entre os pessimistas com o próprio negócio (9%), a principal justificativa, mencionada por 52%, é que a crise econômica pode continuar. Menciona-se também a queda das vendas (14%) e a falta de recursos para investir (12%).

44% acreditam que o faturamento irá crescer nos próximos seis meses

A maioria relativa dos micro e pequenos empresários sondados (44%) acredita que o faturamento de suas empresas irá crescer nos próximos seis meses – já 41% não vê perspectivas de alteração pelos próximos seis meses e apenas 8% projetam queda nas receitas durante esse intervalo.

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