Faturamento do atacado distribuidor sobe 6,07% em maio

O faturamento do atacado distribuidor apresentou crescimento de 6,07% em maio na comparação com maio de 2018, quando o desempenho havia sido negativo em -9,29%. A base fraca de comparação, somada ao pequeno recuo da taxa de desemprego, ajudou o setor a manter o ritmo de crescimento e a expectativa de encerrar o ano em patamar positivo em relação ao PIB nacional. De acordo com a pesquisa mensal da ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados), apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração) com um grupo representativo de empresas, o setor cresceu, em termos nominais, +2,41% em maio na comparação com mês de abril de 2019. No acumulado do ano, a alta foi de 3,34% em relação ao mesmo período de 2018.

A taxa de desemprego no Brasil recuou levemente maio para 12,3%, atingindo 12,9 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Segundo o instituto, 1,067 milhão de trabalhadores conseguiram ocupação no trimestre móvel de março a maio, na comparação aos três meses anteriores. Desta forma, a população ocupada chegou a 92,947 milhões de pessoas, alta de 1,2%. O descompasso entre a queda do número de desempregados (pouca expressiva) e o aumento do número de ocupados (mais expressivo) é explicado pela redução da inatividade no mercado de trabalho. Ou seja, mais trabalhadores voltaram a procurar emprego no período.

Emerson Destro, presidente da ABAD

Em termos reais, o faturamento do setor atacadista e distribuidor também teve bom desempenho. Na comparação com o mês de maio de 2018, apresentou alta de +1,35%. Em relação ao mês anterior (abril de 2019), a crescimento foi de 2,27%. No acumulado do ano, de janeiro a maio de 2019, houve recuo de -0,98%.

“A aprovação da reforma da previdência é uma sinalização importante e indispensável, que vai permitir destravar a economia e garantir um segundo semestre melhor. Mas a mudança no sistema previdenciário não é suficiente para recolocar o país na rota de crescimento. O governo terá de agir rápido, aproveitando o estímulo da redução de incertezas, para implementar mudanças urgentes e necessárias, como a simplificação tributária. Melhorando o ambiente de negócios e aumentando a previsibilidade, certamente, vamos acelerar o crescimento”, afirma o presidente da ABAD, Emerson Destro.

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