Como sair do vermelho até o fim do ano

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Com certeza você já parou para pensar que mais da metade do ano já passou e a situação econômica da sua empresa pode ainda não estar em um patamar tão bom quanto gostaria. Não é pra menos, a crise tem afetado diversos setores do mercado; mas isso não é motivo para entregar os pontos e não reagir. Afinal, ainda dá tempo de mudar esse cenário e fechar o ano longe do vermelho.

Reagir é uma ação que requer urgência – não se pode perder tempo com aquilo que não traz resultados efetivos e nem apostar em estratégias de longo prazo. Dentre as possibilidades mais imediatas está a permuta, que é muito usada por empresas em todo o mundo no âmbito empresarial em todas as épocas do ano. Porém, para os últimos meses do ano, diante de cenário tão desfavorável, é uma forma muito eficiente e produtiva para se ocupar serviços e produtos ociosos – que, afinal, são aqueles que pesam no orçamento de qualquer empresa.

A permuta traz diversos benefícios, é mais uma forma de pagamento que pode facilitar a conclusão de uma venda, atrair novos clientes, evitar desperdícios, reduzir a capacidade inativa e estoques parados, além de ser uma vantagem competitiva aos concorrentes que não trabalham com tal modalidade de pagamento.

Mesmo sendo uma forma antiga de se fazer negócios, muitos empresários ainda desconfiam dessa forma de comércio e ainda se perguntam se vale a pena ou não receber o pagamento em permuta. Normalmente é um questionamento que acontece devido à falta de informação sobre o assunto e por não se entender os benefícios de imediato.

Uma pergunta a ser feita é se a empresa prefere pagar em dinheiro os produtos ou serviços a serem adquiridos, ou pagar com seus próprios serviços ou produtos. Quando o empresário entende que pode adquirir com a troca serviços que precisam na companhia, como segurança, limpeza, entregador, logística, publicidade, impressão, entre outros; e produtos como papelaria, produtos de higiene, brindes etc.; a resposta se torna óbvia: se vou adquirir o que preciso, pagando com o que tenho – vale a pena, sim, pagar em permuta.

Porém, é claro que são necessários alguns cuidados. Deve-se entrar numa rede de permuta séria, que faça uma intermediação no negócio e ultrapasse o comércio de troca bilateral mais antigo, e transformando-se em um inovador conceito multilateral, onde cada cliente opte pela quantidade e pela qualidade do produto ou serviço que “adquire”, determinando de quem o adquire e pagando-o em Unidades de Permuta (UPs), que são créditos recebidos em troca dos produtos ou serviços disponibilizados e vendidos no intercâmbio.

Outro cuidado a ser tomado é que a permuta deve ser previamente avaliada, contendo preços, prazos e condições de venda. Lembrando que, pela legislação brasileira, os impostos e tributos para vendas em permuta não são diferentes das vendas em dinheiro, sendo obrigatória a emissão de nota fiscal entre as partes.

Alessandro Candiani – Presidente da Permute

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