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Especialista indica opções práticas para varejistas driblarem fim do e-Sedex

Criador do Ecommerce na Prática.com, Bruno de Oliveira acredita que a mudança não afeta tanto o comércio eletrônico brasileiro; confira dicas do especialista

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No último mês, o fim do e-Sedex, serviço oferecido pelos Correios, causou preocupação entre os varejistas, principalmente os de e-commerce. Muitos alegaram que, além da mudança abrupta no prazo de entrega, o frete subiria mais de 30%.

Recentemente, Lemuel Silva, chefe do departamento de Soluções Logísticas dos Correios, disse que há planejamento para novas reformulações no Sedex e no PAC. Além disso, existe a possibilidade da reativação do serviço, pois os Correios consideram o e-Sedex “uma marca forte”, segundo nota divulgada pela própria empresa em julho.

Para o especialista Bruno de Oliveira, criador do Ecommerce na Prática.com, o caso do e-Sedex expõe uma profunda falta de informação por parte dos comerciantes virtuais brasileiros, pois a mudança não irá impactar os negócios online tanto quanto se imagina.

“Na verdade, creio que vai ficar até melhor sem o e-Sedex. Nos últimos anos, o serviço já não tinha a mesma qualidade do no início”, analisa ele.

O especialista ensina dicas para contornar a situação de forma simples:

Use as novas modalidades dos Correios

O e-Sedex era uma modalidade apenas para quem tinha contrato com os Correios, com o faturamento mínimo de R$ 1.000. “Esse valor deixava, os empresários preocupados, mas tinha uma tarifa diferenciada, de 20% a 25%. Quem faturava R$ 800, por exemplo, ‘desperdiçava’ R$ 200 todos os meses”, explica Oliveira.

Segundo ele, os Correios se prepararam para a mudança. “Existe uma nova modalidade de Sedex para e-commerce, com três modalidades. Quanto maior a tabela, menos você paga”, afirma.

Para se ter uma ideia dos valores, um Sedex local de até 300 g custa aproximadamente R$ 14,70. O extinto e-Sedex cobraria algo em torno de R$ 11. “No ‘e-commerce 1’, modelo que vai enquadrar a maioria dos e-commerces, o mesmo pacote sai por menos de R$ 7,40. Procure seu gerente dos Correios e pergunte sobre o código 0416-2″, aconselha.

Informe-se sobre outros serviços de entrega

Apesar de os Correios terem o know how da logística no Brasil, vários problemas podem acontecer desde o momento em que o produto é enviado pelo varejista até chegar ao consumidor final. Existem casos de furtos que, apesar do seguro, acabam atrasando a entrega do produto.

“Um dos grandes medos em relação ao prazo de entrega são as greves dos Correios. Mesmo que o Sedex seja vantajoso financeiramente, é importante conhecer outras empresas de entrega. Existem alguns nomes de peso na concorrência, como Total Express e FedEx”, cita Oliveira.

Segundo ele, para quem vende produtos pesados (acima de 30 kg, por exemplo), as transportadoras são ótimas opções, por não terem restrição de peso. “Já pacotes pequenos, entregues na mesma cidade, podem ser levados por motoboys”, sugere o especialista.

Conhecimento (realmente) é poder

O anúncio dos Correios de que o e-Sedex seria extinto foi feito originalmente em 2016, e o seu fim estava agendado para o dia 2 de janeiro deste ano. A data foi prorrogada por liminar. Ou seja, o término do serviço era de conhecimento público havia mais de um ano. Os varejistas tiveram tempo suficiente para se informar e planejar novas estratégias.

“A mudança já era anunciada e muita gente nem usava mais o e-Sedex, era um serviço para uma minoria de contratos. Havia muitas exigências e a abrangência era pequena. Conheci vários lojistas que não conseguiam incluir o e-Sedex no contrato”, avalia o especialista.

As empresas menores sentem mais o impacto dessas mudanças por serem dependentes desse serviço para a logística, mas, segundo Oliveira, não há motivo para “pânico”. “Não é o fim para o pequeno empreendedor, e sim para as pessoas do e-commerce que estão mal informadas”, conclui.

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