Mercado de material de construção com boas perspectivas

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Como nos períodos anteriores, o primeiro semestre de 2016 ficou marcado por queda nas vendas do varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O assessor econômico do Sincomavi, Jaime Vasconcellos, lembra que a partir do segundo semestre de 2015 o quadro se mostrou muito retraído, o que culminou com uma queda de 12,5% no volume de vendas em dezembro daquele ano na comparação interanual.

A situação não se mostrou diferente em 2016, uma vez que entre janeiro e junho deste ano, o cenário se apresenta regularmente negativo nesta mesma contraposição. “O mês de janeiro contou com a maior retração do primeiro semestre, 18% em relação ao mesmo período do ano passado”, ressalta Vasconcellos. Em maio, seguindo o mesmo critério de comparação, o resultado teve uma queda menor, de 10,6% no volume de vendas. Em junho, embora a oscilação tenha sido mais amena que em maio, atingiu recuo de 9,8% na comparação anual.

Os números de junho continuam apontando para um cenário pessimista, mesmo que a retração no volume de vendas se apresente mais amena. De acordo com dados coletados pelo Departamento de Economia e Pesquisas do Sincomavi, nos próximos meses a tendência é de continuidade de queda do indicador devido ao cenário econômico atual. “Esse recuo está relacionado aos menores investimentos feitos pelas empresas, que se mantêm com saúde financeira fragilizada, além do alto índice de desemprego, que reduz a demanda e ainda impossibilita a tomada de crédito pelos consumidores”, explica Vasconcellos. Diante disso, o comércio de materiais de construção está seguindo o ritmo da situação interna brasileira. Entretanto, com as recentes mudanças na concessão de crédito concedidas pela Caixa Econômica Federal e o aumento dos índices de confiança do consumidor, construtoras começaram a divulgar novos lançamentos de imóveis. Isso significa que essas empresas apostam no aumento da demanda para os meses seguintes, o que é uma notícia favorável ao setor de material de construção, pois esses setores são correlacionados. Sendo assim, se houver difusão de bons resultados no setor imobiliário, estes consequentemente serão refletidos na venda de materiais de construção. A expectativa é de que esses efeitos sejam sentidos já em 2017.

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